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in Jornal Ecos, 18 de Dezembro de 2009
A nível internacional, não há duvida que Barack Obama é o homem do momento.
Em Janeiro, toma posse como primeiro presidente negro da história dos EUA e no final do ano recebe o Prémio Nobel da Paz.
Curioso, controverso mesmo, que este prémio seja entregue ao homem que trava duas guerras fora das suas fronteiras. Deve ser a primeira vez que um Nobel é entregue a alguém, não por aquilo que fez, mas pelo que se espera que faça.
Outro acontecimento que me merece destaque, até pelo que significou para a minha geração, é o assinalar dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Foi este acontecimento que proporcionou as condições para uma Europa baseada em valores humanos e democráticos comuns, sem o qual não teria sido possível construir uma União como a que conhecemos hoje, nem seria possível esta nova etapa na vida da Europa com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa.
Copenhaga ficará também para a história, resta saber se por bons ou maus motivos.
A nível nacional 2009 fica marcado por 3 actos eleitorais, europeias, legislativas e autárquicas. Com o mundo mergulhado numa grave crise, o país passou metade do ano a discutir, quase sempre o acessório e sem se focar no essencial.
Nas legislativas o PS volta a ganhar mas não alcança a maioria absoluta, com a oposição a não querer fazer parte de uma solução de governação, assistimos hoje a uma tentativa de governação do País a partir da Assembleia da República.
É legitimo, por parte do partido mais votado, que queira governar com o seu programa e não queira assumir a responsabilidade da catadupa legislativa apresentada pela oposição, sempre com impacto no orçamento do lado da despesa ou subtraindo receita. Temo que em 2010 tenhamos de acrescentar à crise económica uma crise politica que em nada beneficiará o País.
A nível local, Estremoz vê interrompido um projecto e uma estratégia com os olhos postos no futuro, que começa agora a ser visível e a dar frutos. 2009 fica marcado pelo regresso de Luís Mourinha à Presidência da Câmara Municipal e por uma maioria artificial. Mais uma vez Luís Mourinha consegue nos bastidores o que o Povo não lhe deu nas urnas.
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